O que é  Giclée ?

Giclée é uma palavra francesa usada nos EUA para nomear o processo de micro jato de tinta, a uma determinada pressão, usado na impressão desta nova geração de gravuras. É feita na máquina "Giclée Printer", que jateia aproximadamente 4 milhões de microscópicos pingos de tinta por segundo, em papel ou tela. Podem ser usadas até 16 milhões de cores numa só giclée.

Esta tecnologia é considerada o que há de mais sofisticado em termos de impressão para artes gráficas. Todo o material, incluindo tintas pigmentadas específicas, é importado.

A partir de um cromo ( 10 x 12 cm ) do quadro original, é criado um arquivo digital de altíssima resolução. O artista passa, então, a trabalhar junto com a editora na correção e ajuste de cores e após a aprovação da matriz, a gravura é impressa individualmente sobre um suporte de tela ou papel permitindo que a qualidade da obra original seja totalmente preservada.

As edições são limitadas, numeradas e assinadas pelo artista, sendo emitidos certificados de autenticidade, garantindo a origem da obra. A sua durabilidade é superior a 150 anos , desde que observadas as normas de conservação : nunca expor diretamente ao sol, a água ou umidade excessiva. As giclées em tela já possuem uma camada de verniz protetor, não necessitando qualquer adição de uma outra. Para limpar a tela, passar somente um pano livre de fiapos, macio e seco. (Fonte) Site Sônia Menna Barreto.

 

                           O que é Serigrafia?

Serigrafia ou silk-screen é um processo de impressão no qual a tinta é vazada – pela pressão de um rodo ou puxador – através de uma tela preparada. A tela, normalmente de seda, náilon ou poliéster, é esticada em um bastidor de madeira, alumínio ou aço. A "gravação" da tela se dá pelo processo de fotosensibilidade, onde a matriz preparada com uma emulsão fotosensível é colocada sobre um fotolito, sendo este conjunto matriz+fotolito colocados por sua vez sobre uma mesa de luz. Os pontos escuros do fotolito correspondem aos locais que ficarão vazados na tela, permitindo a passagem da tinta pela trama do tecido, e os pontos claros (onde a luz passará pelo fotolito atingindo a emulsão) são impermeabilizados pelo endurecimento da emulsão fotosensível que foi exposta a luz.

É utilizada na impressão em variados tipos de materiais (papel, plástico, borracha, madeira, vidro, tecido, etc.), superfícies (cilíndrica, esférica, irregular, clara, escura, opaca, brilhante, etc.), espessuras ou tamanhos, com diversos tipos de tintas ou cores. Também pode ser feita de forma mecânica (por pessoas) ou automática (por máquinas).

A serigrafia caracteriza-se como um dos processos da gravura, determinado de gravura permeográfica.

A palavra permeográfica, pretende enfatizar que não há realização de sulcos e cortes com retirada de matéria da matriz. O processo se dá no plano, ou seja na superfície da tela serigráfica, que é sensibilizada por processos foto-sensibilizantes e químicos. O princípio básico da serigrafia é relacionado freqüentemente ao mesmo princípio do estêncil, uma espécie de máscara que veda áreas onde a tinta não deve atingir o substrato (suporte).

O termo serigrafia (serigraph, em inglês) é creditado a Anthony Velonis, que influenciado por Carl Zigrosser, crítico, editor e nos anos 40, curador de gravuras do Philadelphia Museum of Art, propôs a palavra serigraph (em inglês), do grego sericos (seda), e graphos (escrever), para modificar os aspectos comerciais associados ao processo, distinguindo o trabalho de criação realizado por um artista dos trabalhos destinadas ao uso comercial, industrial ou puramente reprodutivo.

Velonis também escreveu um livro em 1939, intitulado Silk Screen Technique (New York: Creative Crafts Press, 1939) que foi usado como "how-to" manual de outras divisões de posters. Ele viajou extensivamente orientando os artistas da FAP sobre a técnica da serigrafia.(Fonte) Wikipédia. A Enciclopédia livre.

                         O que é Litografia ?

 

Essa técnica foi inventada por Alois Senefelder - um jovem ator e escritor de teatro alemão - por volta de 1796, quando buscava um meio de impressão para seus textos e partituras e se deparava com o desinteresse dos editores. Acabou inventando um processo químico novo, mais econômico e menos demorado que todos os outros meios conhecidos na época. A ação de desenhar/escrever sobre pedra já era conhecida, o crédito de Senefelder é ter equacionado os princípios básicos da impressão a partir da mesma. Apoiou-se em textos encontrados em Nuremberg, sobre as experiências de Simon Schmidt, sacerdote e professor bávaro, sendo este o primeiro a pensar a pedra como matriz reprodutora.

A Litografia foi usada extensivamente nos primórdios da imprensa moderna no século XIX para impressão de toda sorte de documentos, rótulos, cartazes, mapas, jornais, dentre outros, além de possibilitar uma nova técnica expressiva para os artistas. Pode ser impressa em plástico, madeira, tecido e papel. Sabe-se que o primeiro pintor que se utilizou com sucesso da técnica de litografia foi Goya, em sua série Touradas, de 1825. Este expediente artístico atingiu seu apogeu nas últimas décadas do século XIX, quando diversos autores franceses como Gustave Doré, Renoir, Cézanne, Toulouse-Lautrec, Bonnard, dentre outros, promoveram uma renovação da litografia a cores.

A técnica da litografia pode ser dividida em quatro etapas básicas:

Limpeza

Antes de mais nada é necessário apagar a imagem anterior desenhada na pedra, para que não haja interferências no seu próprio desenho. Então, espalham-se grãos (pó de esmeril grão 80, 150 e 220 ou areia fina bem peneirada) sobre a pedra, joga-se um pouco de água para umedecer e coloca-se outra pedra calcária mantida para esse fim ou quebrada para lixá-la. Deve-se lixar a pedra sempre em um movimento de oito (infinito), cuidando para que nenhum pedaço da pedra de baixo fique intacto, para evitar desnivelamentos. Quando o desenho demora a sair, despeja-se uma solução de ácido acético a 10% para quebrar a gordura remanescente, deixando agir por 2 a 5 minutos antes de lavá-la. Não se pode esquecer de limar as arestas irregulares da pedra num ângulo de aproximadamente 45º, para que a pedra não lasque e nem marque o papel. Depois que a pedra está seca, é bom evitar o contato da superfície com as mãos ou qualquer substância rica em gordura, para que não haja manchas indesejadas que prejudiquem na impressão.

 Desenho

A segunda etapa é desenhar sobre a pedra com materiais ricos em gordura já citados anteriormente, mas antes é necessário traçar uma margem de tamanho variado, com goma arábica. Uma vez a goma espalhada na pedra, a área atingida não receberá gordura, salvo se removida com uma lâmina ou com a ponta seca ou re-sensibilizada com solução de ácido acético diluído a 5%. Aqui a criatividade do artista atua, além dos métodos tradicionais de desenho sobre pedra, pode-se usar lâminas e pontas-secas para adicionar textura, marcas com papel carbono, agüada, entre outros.

 Entintagem

Depois que o desenho está pronto, e seco, caso tenha sido utilizada uma tinta aqüosa, partimos para a acidulação e entintagem ou viragem, processos que fixam a gordura na superfície da pedra, evitando que esta se espalhe pelas áreas brancas, descaracterizando o desenho. Pulveriza-se o breu sobre a imagem, espalhando-o com um chumaço de estopa, depois a pedra recebe um banho de uma solução de goma arábica, acido tânico, nítrico e fosfórico, que fixa a gordura apenas na superfície. A matriz então fica dividida em duas áreas: a branca que retém água e repele gordura e a desenhada que agrega gordura e repele água. Limpa-se a superfície com removedor (aguarrás ou querosene) para eliminar o pigmento usado no desenho preservando apenas a gordura, em seguida, a superfície da pedra é umedecida com água. Nessa etapa, não podemos deixar a superfície da pedra secar.

A entintagem é feita com um rolo de couro ou de borracha, a tinta litográfica é oleosa e ao passarmos, adere somente nas partes engorduradas, muito embora devamos limpar as margens e a superfície da pedra com uma esponja úmida para evitar qualquer acúmulo de tinta que possa aparecer na hora da impressão.

 Impressão

A última etapa é a impressão, as primeiras tentativas são consideradas testes. A espessura da pedra deve ser de pelo menos 5 centímetros, para evitar rachaduras. O papel(ou outro material) é colocado sobre a pedra, de maneira alinhada. Usa-se uma prensa manual própria para a litografia, a pedra é colocada sobre a superfície plana da prensa que desliza sob a pressão de uma trave chamada ratora. Gira-se a manivela com cuidado para que a ratora não ultrapasse o limite da pedra, causando um acidente, devido a forte pressão. O desenho será impresso de maneira espelhada no papel, assim como nas outras modalidades da gravura. A litografia permite tirar muitas cópias da mesma matriz. Depois de tiradas as cópias desejadas, a pedra está pronta para ser limpa e reutilizada.


A primeira Oficina de Litografia de Minas Gerais: Em Minas Gerais, a primeira oficina litográfica voltada exclusivamente para a atividade artística funcionou no Centro Artístico Cultural de São João del-Rei. A oficina foi montada em 1961 com o equipamento da extinta Gráfica Castello, uma prensa e 200 pedras litográficas, adquirado pelo artista baiano João Quaglia, que se juntou aos são-joanenses Geraldo Guimarães, Sílvia Lombardi e aos padres David e Tiago do Colégio Santo Antônio.

O trabalho desenvolvido repercutiu de tal forma nos meios artísticos de Belo Horizonte, que a Escola Guignard organizou um curso para Quaglia ministrar a seus alunos, sob sugestão da aluna Lotus Lobo, que conhecera as atividades do Centro Artístico e Cultural durante a Semana Santa de 1963, em São João del-Rei.

O curso ministrado por Quaglia acaba por estimular a criação do Grupo Oficina, formado por jovens artistas - Lotus Lobo, Roberto Vieira, Klara Kaiser, Nívea Bracher, Paulo Laender, Frei David, entre outros -, que passam a utilizar a litografia como meio expressivo para suas atividades artísticas. Trabalhando em conjunto, experimentam as possibilidades técnicas da litografia, entre as quais se destacam a fidelidade ao desenho original e o caráter de reprodutividade em série.

NOTA Fonte das informações: http://www.cidadeshistoricas.art.br/tiradentes/tir_arte_p.php

 

                            O que é Xilogravura ?

Xilogravura é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. È um processo muito parecido com um carimbo.

É uma técnica em que se entalhar na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Em seguida usa-se um rolo de borracha embebecida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe. O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura. Entre as suas variações do suporte pode-se gravar em linóleo (linoleogravura) ou qualquer outra superfície plana. Além de variações dentro da técnica, como a xilogravura de topo.

 História

A xilogravura é de provável origem chinesa, sendo conhecida desde o século VIII. No oriente, ela já se afirma durante a Idade Baixa. No século XVI duas inovações revolucionaram a xilogramura. A chegada à Africa das gravuras Europeias a cores, que tiveram grande influência sobre as artes do século XX, e a técnica da gravura de topo criada por Thomas Bewick.

No final do século XVII Juliana Gularte teve a idéia de usar uma madeira mais dura como matriz e marcar os desenhos com o buril, instrumento usado para gravura em metal e que dava uma maior definição ao traço. Dessa maneira Bewick diminuiu os custos de produção de livros ilustrados e abriu caminho para a produção em massa caseira de imagens pictóricas. Mas com a invenção de processadores de impressão a partir da fotografia a xilogravura passa a ser considerada uma técnica actualizada. Actualmente ela é mais utilizada nas artes plásticas e no artesanato do nordeste do país.

(Fonte) Wikipédia

 

 

 

O QUE É ROTOGRAVURA?

A origem da rotogravura começou com os criativos artistas da Renascença italiana nos anos 1300. Belas gravuras e entalhes foram feitas à mão em placas de cobre mole. A imagem gravada na superfície era constituída de canais ou áreas mais ou menos profundas. A palavra italiana intaglio (pronuncia-se in-ta-lio) significa "gravado ou cortado em sulcos". Intaglio refere-se a um método de gravação e impressão cuja imagem transportada consiste de linhas ou pontos gravados ou produzidos abaixo da superfície da placa de metal. Uma vez a placa pronta, passa-se tinta na superfície da placa, em seguida remove-se o excesso de tinta da superfície e fica somente tinta dentro da área gravada em baixo relevo. Daí, coloca-se um papel na superfície e pressiona-se o pepel para remover a tinta de dentro da gravação. Assim, a impressão está pronta!

O primeiro intaglio foi utilizado para a impressão na Alemanha em 1446 no mesmo período que Gutenberg desenvolveu e utilizou os tipos móveis. Infelizmente, o processo intaglio não era compatível com impressão tipográfica de Gutenberg (em alto relevo), de modo que não foi aprovada no início das impressoras e continuou a ser um processo manual por muitos anos.

A moderna impressora de rotogravura resultou da invenção da fotografia e da adopção de cilindros de impressão rotativa. William Henry Fox Talbot inventou o chamado "meio-tom" ou a retícula em 1860, como um método de dividir imagens de tom-contínuo em uma série de discretos pontos.

Este método (meio-tom) foi utilizado para reproduzir imagens fotográficas em todos os processos de impressão. Auguste Godchaux recebeu uma patente para uma impressora rotativa de rotogravura alimentada a bobina em 1860. Esta impressora estava ainda em uso em 1940! O processo foi refinado pelo alemão Karl Klíc (que está na imagem acima) e pelo inglês Samuel Fawcett.

Em 1879, Karl Klíc, era um pintor que vivia em Viena e aprimorou o método do chamado "intaglio" para permitir a gravação de sombras mais profundas de seus desenhos. Além disso, Klíc inventou uma técnica de transferir a imagem de um negativo, para uma chapa de cobre, através de um papel recoberto com gelatina pigmentada. Os resultados foram superiores e daí a rotogravura como a conhecemos, nasceu.

Ambos não tinham patente do processo e tentaram manter suas descobertas em segredo e vendiam o processo como "heliogravura" e também vendiam licenças para a utilização do tal processo de impressão para empresas bem conhecidas na época como T. & R. Annan and Sons, em Glasgow; Adolphe Braun and Company e na F. Brückmann Verlag empresa em Munique. Em 1886, porém, o processo tinha sido publicado em pormenores o que o tornou acessível a qualquer pessoa.

Até o final dos anos 1880, a rotogravura de Klic foi muitas vezes utilizado para ilustrar livros de alta qualidade, com fotografias tecnicamente e artisticamente muito superiores aos métodos tradicionais.

Seu processo permaneceu um segredo até que um de seus trabalhadores emigrou para os Estados Unidos e tornou público. O processo continuou a melhorar e as impressoras de rotogravura foram utilizadas para imprimir cartões Jell-O (gelatinas) no início de 1938. Nos EUA passou a ser utilizada para impressão de jornais e revistas também. O processo continuou a melhorar e em 1961 foi inventado pela companhia Hell a gravação eletromecânica com um diamante fazendo os alvéolos na superfície cilíndrica de cobre. Já em 1968 esse processo de gravação conhecido como Helioklischograph estava consolidado e os controles digitais foram acrescentados em 1983.

(FONTE)ROTOGRAVURA.COM


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