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| Título: |
Composição Geométrica |
| Artista: |
Abelardo Zaluar |
| Técnica: |
Pintura óleo s/ eucatex |
| Medida: |
50x70 cm |
| Ano: |
s/d |
| Comentários: |
- |
| Preço: |
Sob Consulta |
| Código: |
6123/1 |
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Abelardo Zaluar
1924-1987
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Libertação (1971) - 70 x 70 cm
No princípio, era apenas um
bom desenhista
Abelardo Zaluar nasceu em Niteroi em 1924 e faleceu no Rio de Janeiro em 1987.
Estudou na Escola Nacional de Belas Artes entre 1944 e 1948. Mais tarde, a partir de 1957, viria a ser professor catedrático de Desenho na mesma instituição.
Realizou sua primeira exposição, de aquarelas, em 1947, colocando em segundo plano a pintura a óleo, porquanto toda sua atenção vinha sendo concentrada na sua atividade como desenhista. Assim, somente em 1969 traria a público sua primeira exposição de pinturas, na Galeria Bonino.
Prêmios e Exposições
Foi, assim, como desenhista que, em 1963, recebeu o prêmio de viagem à Europa do Salão Nacional de Arte Moderna, tal como fora premiado em 1958 (Salão do Mar, RJ), 1959 (Salão de Belo Horizonte), etc.
O MAM-RJ dedicou-lhe em 1975 uma retrospectiva, e o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro realizou, em 1984, uma exposição cobrindo sua produção entre 1974 e 1984.
Finalmente, em 1993 foi a vez de o Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro, organizar uma completa retrospectiva de toda a sua produção.
Do figurativismo à
pintura racional
Após começos figurativos, em que fixava, através de aquarelas e desenhos, aspectos da natureza, Zaluar enveredou pela vertente não-representativa, pautando toda a sua produção, desde então, pelo severo jogo de linhas, formas e cores dispostas racionalmente, numa depuração crescente.
Como disse Mário Barata em 1970, «o senso de medida talvez seja a maior característica da arte de Zaluar, ao lado da finura, do elevado grau de harmonia de suas trajetórias e do vigor visual de suas obras». Tal depuração gradativa levou-o, no devido momento, à vertente construtivista, sem que contudo atingisse ao ascetismo minimalista.
Na verdade, em Zaluar dá-se um equilíbrio entre razão e emoção, pois, como observou um de seus mais persistentes críticos, Frederico Morais, «através da geometria, Zaluar filtra e decanta a realidade, suas próprias emoções, eliminando impurezas e fixando-se no essencial».
A presença sutil
do desenho
A formação básica como desenhista transpira nitidamente de sua pintura, via de regra estruturada com auxílio da linha, a qual contém as formas e ao mesmo tempo as amarra num todo significativo. Em anos subsequentes, Zaluar buscou reinterpretar a riqueza do Barroco Mineiro em quadros que se destacam pelo cromatismo.
Nesses quadros, ele recriava as relações espaciais barrocas, imprimindo-lhes sua austeridade.
A partir da década de 1980 a cor vai-se impondo gradualmente sobre a linha: Zaluar, que em começos de sua atividade como pintor fazia quase pintura desenhada ou desenho colorido, torna-se um colorista, sem abandonar contudo a severa estruturação formal, as relações racionais que as formas desenvolvem no espaço pictórico.
Fonte: CR-Rom «500 Anos da Pintura Brasileira»SITE PITORESCO
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