
O meu trabalho é voltado para o que considero belo. Para mim o belo é aquilo que alegra os nossos olhos e o nosso coração. Procuro encontrar beleza nas coisas simples da vida, um café da manhã, um chá da tarde, um pôr do sol, um nascer do sol...
As flores, são um retrato fiel da beleza. Gosto da rosa, pois a rosa pode ser um retrato da vida.
Ela tem as pétalas cheirosas, é suave ao toque, mas tem o espinho também, que pode nos ferir. No entanto, consegue ser a rainha das flores.
Tento brincar com as cores, com a beleza das flores, assim posso repetir o que Scheller dizia: "A arte pode ser chamada de brincadeira, embora não no sentido de ocupação, mas no sentido de uma manifestação da beleza da própria vida”.
Nossa alma precisa parar para contemplar a natureza, mas nos acostumamos com a paisagem ao nosso redor e eu chamo o telespectador a prestar atenção nas mais altas manifestações de Deus o próprio homem e a natureza.
Schelling considerava que o estágio mais alto da arte, é a arte da vida, que dirige suas atividades para o embelezamento dela, de forma a torná-la um lugar belo para que o homem nela viva.
Sinto que Deus se mostra na natureza e na arte sob forma de beleza.
Tento transmitir nos meus quadros a beleza que percebo se manifestar através da natureza e do espírito humano como expressão de Deus.
Ao meu ver, a arte é a união do espírito com a matéria. O espírito de quem a observa e a matéria como sendo o próprio quadro.