
VELÁZQUEZ, DIEGO
O pintor e sua época
1599 – 1609: Nascido no bairro de Santa Cruz de Sevilha, Diego de Silva Velázquez mostra desde cedo habilidades para o desenho. Aos 10 anos, ingressa no ateliê do pintor Francisco Herrera, o Velho.
1605: Cervantes publica a primeira parte de O engenhoso fidalgo dom Quixote de la Mancha.
1610 – 1621: Deixa Herrera para estudar com o pintor Francisco Pacheco. Em 1617, casa-se coma filha de Pacheco. Adota o tenebrismo de Caravaggio e a pintura de inspiração flamenga.
1611: Felipe III expulsa os mouros da Espanha.
1621: A nomeação do conde-duque de Olivares como valido do rei abre oportunidades para os artistas sevilhanos.
1622 – 1627: Graças a influência de seu sogro Pacheco, Velázquez consegue o cargo de pintor de câmara de Filipe IV e se transfere para Madri. Em pouco tempo, ganha a confiança do soberano.
1628 – 1629: Velázquez faz amizade com Rubens, que se encontrava em missão diplomática em Madri. Conhecer o pintor flamenco é um marco divisor em sua obra.
1629: Nasce o príncipe Baltasar Carlos, herdeiro de Filipe IV.
1629 – 1630: Seguindo o conselho de Rubens, Velázquez viaja à Itália. Em Veneza, estuda Tiziano, Tintoretto e Veronese. Durante sua estadia visita Nápoles, onde conhece o pintor barroco José de Ribera, o Españoleto.
1631 – 1647: Retorna a Madri e decora o Palácio do Bom Retiro. Abandona o tenebrismo, tornando sua pintura mais luminosa. É promovido ao cargo de camareiro de Sua Majestade.
1633: Após publicar Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo. Galileu é pressionado pela Igreja para negar suas convicções.
1635: O cardeal de Richelieu, primeiro-ministro da França, declara guerra à Espanha.
1648 – 1650: Empreende a viagem para a Itália para adquirir obras de arte. Realiza o célebre retrato do papa Inocêncio X. Suas pinceladas tornam-se mais leves e preciosas.
1651 – 1660: Os últimos anos – Apesar de estar envolvido em tarefas administrativas e dedicado a obter um título de nobreza, pinta As meninas, obra-prima da pintura universal.
1660: Um ano depois de receber o título de Cavaleiro da Ordem de Santiago. Velázquez morre em 6 de agosto no Palácio de Madri. Seu corpo é enterrado na Igreja de São João Batista, destruída em 1811 pelas tropas napoleônicas.
Fonte: Coleção Folha Grandes Mestres da Pintura