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Tomás Santa Rosa

  • Obras
  • Biografia
 
Título: Festa
Artista: Tomás Santa Rosa
Técnica: Pintura óleo s/ tela
Medida: 82x100 cm
Ano: 1950
Comentários:   ESTA OBRA FOI VENDIDA EM UM LEILÃO EM AGOSTO DE 1997 PELO VALOR DE R$ 26.250,00 - DOLLAR DA ÉPOCA (U$ 23,860) (fonte site Pitoresco).
Preço: Sob Consulta
Código: 4091/1
 

 
Título: Figura
Artista: Tomás Santa Rosa
Técnica: Desenho nanquim s/ papel
Medida: 30x22 cm
Ano: s/d
Comentários:   -
Preço: R$ 3000.00
Código: 5396/70
 
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Santa Rosa, Tomás (1909 - 1956)



Biografia

Tomás Santa Rosa (João Pessoa PB 1909 - Nova Délhi Índia 1956). Cenógrafo. Integrante fundador das companhias Os Comediantes e Teatro Experimental do Negro, Tomás Santa Rosa é o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Faz a cenografia de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, 1943, espetáculo que marca o surgimento do teatro brasileiro moderno na década de 40.

Inicia-se no teatro cenografando Ásia, de Lenormand, pela Companhia de Álvaro Moreyra, em 1937. No mesmo ano, trabalha com o conjunto do ator Jaime Costa, em Uma Loura Oxigenada, de Henrique Pongetti, e Anna Christie, de Eugene O'Neill, ambas com o ensaiador Eduardo Vieira.

Constitui o primeiro núcleo de Os Comediantes, juntamente com a atriz Luiza Barreto Leite e o diretor Jorge de Castro, em 1938. Já realiza a cenografia para o primeiro trabalho do grupo, em 1940, em A Verdade de Cada Um, de Luigi Pirandello, com direção de Adacto Filho. Quando a companhia se organiza administrativamente, em 1941, Santa Rosa é o diretor artístico e lidera o pensamento em torno da criação de um estudo sistematizado paralelo ao trabalho de novas montagens. Posteriormente, assume a vice-presidência da companhia. Em 1942, cenografa para Orfeu, de Jean Cocteau, e As Preciosas Ridículas, de Molière, primeira direção de Ziembinski para Os Comediantes, seguindo-se mais três trabalhos, até a consagração, em 1943. O cenário de Vestido de Noiva, sob a direção de Ziembinski, introduz a idéia da ambientação como parte da concepção, de maneira que a função do cenógrafo se insere na autoria do espetáculo. O crítico literário Álvaro Lins escreve no Correio da Manhã: "Não teria obtido, por exemplo, um sucesso tão completo a peça Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, sem a colaboração de Santa Rosa e Ziembinski. (...) tiveram da peça aquela compreensão que serviu para identificá-los com o autor (...) Santa Rosa ficou sendo uma espécie de co-autor de Vestido de Noiva".1


A partir daí, Ziembinski procura, sempre que possível, a parceria do cenógrafo. A crítica, mesmo quando não compreende o trabalho do diretor polonês, aplaude as inovações de Santa Rosa, como em Pelleas e Melisanda, de Maeterlink, 1944: "... o ambiente preparado por Santa Rosa espelhou com expressão, e até com poesia, o inconsciente e o subconsciente que palpita nas palavras, nos gestos, nos olhares das personagens (...)".2

A atriz Luiza Barreto Leite recorda-se da relação entre o cenário e a montagem, destacando a importância de Santa Rosa para a cenografia brasileira: "... Santa Rosa era um cenógrafo prodigioso, era o mestre da cenografia no Brasil, pode-se dizer que a cenografia aqui se iniciou com Santa Rosa, porque antes não havia cenógrafo, havia cenotécnico. E o cenário era todo em carrinho, e Ziembinski jogou a luz em cima daqueles carrinhos, de maneira que os carrinhos andavam, e parecia até que Pelleas e Melisanda andavam sobre a água. E as cenas subiam e desciam com todo o delírio, e havia elevadores que iam para baixo e de repente se tinha a impressão de que a pessoa tinha desaparecido na gruta. (...) Era alguma coisa de indescritível, eu mesma não sei dizer, até hoje me comove quando me lembro".3

Os cenários de A Rainha Morta, de Henry de Montherlant, 1946, buscam a economia de meios. Paschoal Carlos Magno analisa o trabalho de Santa Rosa, que também assina os figurinos, definindo-o como tendo "uma beleza tranqüila": "Os cenários (...) sugerem ambientes, toda uma época de guerreiros e conquistas, de ereções de catedrais góticas e descoberta do mundo - com o mínimo de elementos decorativos, como uma coluna, um vitral, uma rosácea gigantesca".4

Colabora em alguns trabalhos do Teatro Experimental do Negro, TEN, de Abdias do Nascimento: Recital Castro Alves; Terras do Sem Fim - uma co-produção entre Os Comediantes e o TEN -, ambos de 1947; Aruanda, de Joaquim Ribeiro, 1948; e Filhos de Santo, de José de Morais Pinho, 1949.

Santa Rosa continua acompanhando Ziembinski e, em 1950, trabalha em Dorotéia, de Nelson Rodrigues, um fracasso de que o diretor polonês se orgulhava, entre outras coisas, pelo cenário. Segundo seu depoimento: "Tinha um cenário genial de Santa Rosa, que aliás não tinha praticamente nada. Era um enorme tablado, como se fosse um ringue, com um pequeno espaço na frente, e um brutal ciclorama iluminado de azul".5

Faz a cenografia para Senhora dos Afogados, outro Nelson Rodrigues, dirigido por Bibi Ferreira, para a Companhia Dramática Nacional - CDN, 1954.

A partir de 1952, Santa Rosa fica responsável pela coordenação e orientação das montagens do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Sem chegar a adotar a licenciatura como um ramo profissional, dirige o Conservatório Nacional de Teatro e ministra um curso de cenografia no SNT. É um dos fundadores de Sua Revista, A Manhã (jornal) e Rio Magazine. Assina a coluna de crítica de arte do Diário de Notícias. Colabora para a Dom Casmurro - periódico especializado em teatro.

Celso Kelly aborda o autodidatismo do cenógrafo em depoimento: "Santa substituiu escolas e universidades pelo esforço impressionante de seu autodidatismo. Só as inteligências ordenadas e a apreciação aguda permitem um autodidatismo tão bem-sucedido. Não tendo mestres formais, veio a ser um dos mestres do seu tempo. Seu conselho desfrutava de grande prestígio. Influenciou muita gente. Mestre de seus alunos diretos, e mestre além de seus alunos, daqueles que se deixaram tocar por sua fina sensibilidade e por sua aguda capacidade de observação. O talento artístico nele foi plural: desde as artes plásticas até o teatro e a literatura. Teria sido um pintor? Um poeta sem versos? Um cenógrafo, um diretor? Ele fora em verdade um artista plural. Com todos os enriquecimentos que advêm dessa pluralidade de vocações".6

Notas



1. LINS, Álvaro. Citado por MICHALSKI, Yan. Ziembinski e o teatro brasileiro. São Paulo: Hucitec, 1995. p. 72-74.



2. Citado por MICHALSKI, Yan. Op. cit. p. 63.



3. Citado por MICHALSKI, Yan. Op. cit. p. 64.



4. Citado por MICHALSKI, Yan. Op. cit. p. 98.



5. Citado por MICHALSKI, Yan. Op. cit. p. 173.



6. Citado por BARSANTE, Cássio Emmanuel. Op. cit. p. 14.


Fonte: Itaú Cultural






























Biografia

Homem dos sete instrumentos, Tomás Santa Rosa marcou indelével presença na vida artística e intelectual do país, não se limitando à pintura propriamente dita mas procurando fazer uma ligação entre esta e as demais artes, como a literatura e o teatro.

Se a morte não o colhesse na juventude de seus 47 anos, por certo teria estendido suas experiências também para a arte televisiva e para a aplicação de recursos de informática no trabalho, já que nada escapava à sua aguda percepção.

Observador atento e com vasta bagagem intelectual, dedicava-se à experimentação incessante, não perdendo qualquer oportunidade que lhe surgisse para ampliar a aplicação artística de novas tecnologias.

Tomás Santa Rosa nasceu em João Pessoa, Estado da Paraíba, em 1909, e ali mesmo se tornou funcionário público, garantindo um futuro certo como burocrata, sem ter nada mais com que se preocupar na vida.

Todavia, incapaz de se submetar a uma rotina de trabalho e ver os dias se passarem, sempre iguais uns aos outros, em 1932, resolveu mudar-se para o Rio de Janeiro para estudar canto, seguindo os conselhos de alguns especialistas que o incentivaram a cultivar sua excelente voz de barítono.

Autodidata por vocação, Santa Rosa tomou contato com a pintura e daí, valendo-se dos recursos que uma cidade de porte tinha condições de oferecer, estendeu suas atividades por tudo mais que aparecesse à frente. Foi ilustrador, diagramador de publicações, cenógrafo, figurinista, professor de pintura, crítico de arte e, de quebra, desenhava capas para livros e criava desenhos e pinturas para artes gráficas.

Na imprensa, foi destacada sua atuação como crítico de artes. No teatro, ficaram famosos alguns de seus cenários, como aquele criado para o lançamento da peça «Vestido de Noiva», obra prima de Nelson Rodrigues.

Sem esquecer, todavia, seu passado de funcionário público, ligou-se a atividades governamentais, nas quais sempre saiu-se muito bem. Recebendo convite oficial, assumiu a responsabilidade de mudar o aspecto gráfico dos livros editados pelo Serviço de Documentação do Ministério da Educação, criando novos conceitos de artes gráficas na imprensa oficial, até então impermeável a mudanças.

Sempre dentro de sua atividade artística e intelectual, participou de missões oficiais ao exterior e se achava em uma delas, na Índia, em 1956, quando, vítima de um mal súbito, veio a falecer.

Tão intenso trabalho, em tantos e tão variados setores, de uma só vez, se de um lado mostrou sua versatilidade e intenso saber, de outro prejudicou sua maior dedicação à pintura, que se situou como apenas uma, dentre outras tantas iniciativas.

Assim, o que deixou como pintor foi apenas uma pequena amostra do que teria podido realizar se a pintura fosse, como opção própria, a sua principal ou única atividade. Todavia, a gênios, não se pode estabelecer limites: seu espaço é tão infinito como o grande universo; seu tempo é tão longo quanto a eternidade, que nem a morte consegue deter. (Texto de Paulo Victorino)
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Fonte Site Pitoresco
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