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WESLEY DUKE LEE (1931 - ) Pintor, desenhista, gravador e artista gráfico brasileiro (São Paulo, SP - 1931). Suas primeiras influências artísticas ocorreram no meio familiar: sua avó foi uma pintora acadêmica e seu pai um exímio desenhista. Já aos dezesseis anos iniciou curso de desenho no Museu de Arte de São Paulo (MASP). Sua formação artística começou a tomar rumo fora do Brasil em 1952, quando estuda artes gráficas nos Estados Unidos na Parson School of Design, em Nova Iorque. De volta ao Brasil no ano de 1955, buscou desenvolver-se profissionalmente na área publicitária. Apesar de receber, no 1º Salão de Propaganda de, São Paulo duas mensões honrosas, sua inventividade impossibilitava-o de permanecer por muito tempo em qualquer emprego. Trabalhou como free-lancer publicitário e como diretor de departamento de arte de uma agência até 1957, ano em que foi demitido. Após a demissão, voltou a dedicar seus esforços às Artes Plásticas tornando-se assistente do pintor Karl Plattner. Esse novo trabalho trouxe-lhe a boa oportunidade de acompanhar o pintor em uma viagem à Itália para a realização de murais. Realizou sua primeira mostra individual em 1961, na Galeria Luiza Strina, em São Paulo. Foi um dos principais articuladores do movimento Realismo Mágico, juntamente com o crítico Pedro Manoel, a pintora Maria Cecília Gismondi, o fotógrafo Otto Stupakoft e o escritor Carlos Saldanha. Em 1965 realizou num bar, o João Sebastian Bar, uma exposição que fugia dos padrões convencionais ao manter as luzes apagadas, solicitando aos convidados que apreciassem as obras utilizando lanternas de mão. Este tipo de exposição, com participação do espectador recebeu a denominação de happening, e já vinha ocorrendo há algum tempo fora do Brasil, principalmente na Europa e Estados Unidos. A exposição Ligas, no João Sebastian Bar, foi o primeiro happening brasileiro, uma iniciativa que tomou força com os artistas Nelson Lerner e Geraldo de Barros, levando-os a criar, em 1966, a Rex Galery & Sons, um espaço alternativo para a publicação de manifestos artísticos e divulgação da produção fora dos circuitos fechados das galerias. Sua obra destaca-se no panorama artístico brasileiro devido ao caráter irônico e crítico, pela liberdade com que trabalha temas eróticos e pelo uso inovador de materiais e técnicas. Artista multimídia, realiza gravuras, desenhos, e pinturas relacionando-as com novas tecnologias (simples e avançadas) que interferem na concepção original da obra tais como a fotografia, o xerox, o vídeo, a computação. FONTES DE PESQUISA divulgando a arte
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