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| Título: |
ESTAMOS CAPTANDO OBRAS DO ARTISTA |
| Artista: |
Guido Totoli |
| Técnica: |
Outros |
| Medida: |
0x0 cm |
| Ano: |
- |
| Comentários: |
- |
| Preço: |
Sob Consulta |
| Código: |
6349/1 |
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1937 - Nasce em Mercato Cilento, Salerno - Itália;
1949 - Freqüenta a escola de arte local;
1955 - Estuda desenho, pintura, escultura e cerâmica;
1958 - Chega ao Brasil, onde no mesmo ano conhece grandes expoentes das artes plásticas do país.
1960 - Participa de salões oficiais, onde ganha os primeiros prêmios e medalhas.
1977 - Possui trabalhos em coleções particulares no Brasil;
1979 - Participa de várias exposições em São Paulo e no interior; membro de júri de diversas amostras;
1981 - Convidado pelo Governo do Estado de São Paulo a ser membro de júri na Academia Paulista de Belas Artes; capa de catálogos de casas de leilão por várias vezes, dentre elas, Tableau, Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, Petit Galeri, Renot, A Galeria, Renato Magalhães Gouvêa;
1983 - Convidado especial de Pietro Maria Bardi para participar da exposição Itália - Brasil no Museu de Arte de São Paulo - Masp;
1984 - Três trabalhos integram o acervo do Museu de Arte de São Paulo, dentre eles uma paisagem (óleo sobre tela) intitulada como "Paisagem Campestre";
1990 - Ganha medalha de prata do Centre International D'art Contemporain em Paris, com a obra "Paisagem Brasileira";
1991 - Homenageado pela prefeitura da cidade de Salerno na Itália com uma exposição, sendo destaque da imprensa local. Seus trabalhos já fazem parte de coleções particulares em outros países, como Canadá, Estados Unidos,Suíça, Alemanha, Itália, Holanda e Argentina;
2000 - Seu nome consta de livros e catálogos especializados para pesquisa.
2001 - Exposição dos Artesãos na Pinacoteca do Estado promovida pela revista Cláudia em que são reproduzidas duas páginas dos trabalhos expostos.
2003 - Exposição dos 450 anos de São Paulo.Uma viagem de 450 anos com a obra " Viagem em Aguas Brasileiras".
2004 - Atualmente seu trabalho esta voltado para produção de cerâmicas em seu Atelier em São Paulo.
Premiado internacionalmente, Guido Totoli representou o Brasil com paisagens no Centro de Arte de Paris.
“ Sim, é mesmo com muito prazer que o italiano Guido Totoli se entrega no dia-a-dia ao ofício da criação. Há 42 anos no Brasil, seu nome é tão marcante quanto a cerâmica vibrante que assina e que, certamente, habita centenas de varandas e casas de praia e de fazenda pelo país afora. São pinhas, pratos, jarras, fruteiras, pássaros, leões, Baços, Netunos , tudo generosamente colorido à la Guido Totoli . Mas não é só a inventividade na cerâmica que povoa o imaginário desse artista. Para quem não sabe, há uma obra sua (Paisagem Campestre, óleo sobre tela) integrando o acervo do Masp, Museu de arte de São Paulo.”
“ Nasci para criar. Aos 4 anos eu já fazia cerâmica e fui aprendendo a pintar com pintores da Igreja, fazendo afrescos”, conta ele, relembrando que chegou por aqui muito jovem. “ Tinha pouco mais de 20 anos e naquela época o trabalho em cerâmica era pouco valorizado no Brasil. Então comecei a pintar, fazia naturezas mortas, mas não com o intuito de vender. Ia dando de presente a amigos, tanto que muita coisa está com colecionadores. E enquanto isso o destino ia ajudando...Sem querer passei a fazer parte de um grande grupo de artistas da época , eles todos com 50, 60 anos, em plena maturidade, e eu muito jovem. Nada menos que Volpi , Portinari, Rebolo, Pennachi, Zannini...” registra Guido. Foi também o destino que deu outro empurrãozinho: “Um belo dia fui a um leilão de arte e lá estava uma obra minha, uma daquelas que eu havia dado de presente. Resolvi então passar a pintar profissionalmente.
Mas e a cerâmica? “Foi só nos anos 70 que passei a fezer as primeiras peças, os jarros, os pratos com figuras, logo vieram os chafarizes, fontes com deuses da mitologia, os Baços, os Eolos, as Dianas Caçadoras”, diz ele passeando pelo jardim do atelier, povoado por peças emblemáticas de sua história de cerâmica.
Hoje, Guido confessa que sua rotina está irremediavelmente ligada à arte. “Não faço outra coisa, tudo que vejo é em forma de arte. Quando vou dormir, penso na criação do dia seguinte, em aprimorar aquele trabalho iniciado. Chego a ser compulsivo, quantas vezes venho à meia-noite ao ateliê... A mente é muito mais rápida que a mão, por isso essa insatisfação constatnte, mas valiosa, porque o artista satisfeito com sua obra, esse na verdade está morto”, acredita o incansável criador de vasos, pinhas, pássaros e fruteiras exuberantes....
Confissão do artista: “Com o tempo perdi o medo de usar as cores puras”
Revista Kasa Decoração e Design - 2003