Martins, Aldemir (1922 - 2006)
Aldemir Martins (Ingazeiras CE 1922 - São Paulo SP 2006). Pintor, gravador, desenhista, ilustrador. Em 1941, participa da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira (1922 - 1967), Raimundo Cela (1890 - 1954), Inimá de Paula (1918 - 1999) e Mário Baratta (1915 - 1983), um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passa a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Aldemir Martins produz desenhos, xilogravuras, aquarelas e pinturas. Atua também como ilustrador na imprensa cearense. Em 1945, viaja para o Rio de Janeiro, e, menos de um ano depois, muda-se para São Paulo, onde realiza sua primeira individual e retoma a carreira de ilustrador. Entre 1949 e 1951, freqüenta os cursos do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp e torna-se monitor da instituição. Estuda história da arte com Pietro Maria Bardi (1900-1999) e gravura com Poty (1924 - 1998). Em 1959, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna e permanece por dois anos na Itália. Desde o início da carreira sua produção é figurativa, e o artista emprega um repertório formal constantemente retomado: aves, sobretudo os galos; cangaceiros, inspirados nas figuras de cerâmica popular; gatos, realizados com linhas sinuosas; e ainda flores e frutas. Nas pinturas emprega cores intensas e contrastantes.
Nascimento/Morte
1922 - Ingazeiras CE - 8 de novembro
2006 - São Paulo SP - 05 de fevereiro
Formação
1949 - São Paulo SP - Faz curso de história da arte com Pietro Maria Bardi
1950 - São Paulo SP - Cursa gravura no Masp, com Poty
Cronologia
Pintor, gravador, desenhista, ilustrador
1942 - Fortaleza CE - Funda o Grupo Artys, com Mário Barata, Barbosa Leite, Antônio Bandeira e João Maria Siqueira
1943/1944 - Faz ilustrações nos jornais O Unitário, Correio do Ceará e O Estado
1945/1946 - Rio de Janeiro RJ - Vive nessa cidade
1946 - São Paulo SP - Faz ilustrações nos jornais Correio Paulistano e A Noite
1947 - São Paulo SP - Integra o Grupo dos 19
1954 - São Paulo SP - Cria a primeira cenografia para a peça Lampião, de Rachel de Queiroz
1955 - São Paulo SP - Faz painéis para residências e locais públicos
1956 - São Paulo SP - Ilustra Sonetos, de Bocage
1960 - São Paulo SP - Faz 90 ilustrações para a edição completa, em 9 volumes, de As Mil e Uma Noites
1960 - Roma (Itália) - Segue para Roma, com o prêmio viagem obtido no Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro
1981 - Rio de Janeiro RJ - Faz a abertura da novela Terras do Sem Fim, de Jorge Amado. Acontece première com distribuição de álbum com reprodução de desenhos da novela
1985 - Brasil - Lança o livro Linha, Cor e Forma, que reflete seu trabalho; ilustra várias obras literárias
Atualizado em 06/02/2006
Fonte: Itaú Cultural
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Na primeira metade dos anos 40, em companhia de Antonio Bandeira, Inimá de Paula, entre outros, participou da renovação modernista em Fortaleza, no Ceará. Fixou-se em São Paulo em 1946, depois de uma rápida passagem pelo Rio de Janeiro. Participou de numerosos salões de arte, obtendo, no Salão Nacional de Arte Moderna, os prêmios de viagem ao país (1957) e de viagem ao estrangeiro (1959).
Em virtude deste último, residiu em Roma. Participou também da Bienal de São Paulo (1951, 1955 e 1975, com prêmio de desenho em 1955) e da Bienal de Veneza (prêmio de desenho em 1956). Em 1960, expôs no MAM de Salvador, tendo realizado várias outras exposições em Salvador, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre e Recife. No exterior, expôs em Nova York e Paris. Em 2000, a galeria virtual do site www.estadao.com.br foi reinaugurada com a exposição de 60 obras do artista.
Referências: O Brasil por seus artistas (MEC, 1979) e Arte brasileira (Colorama, 1985), de Walmir Ayala; História geral da arte no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; Linha, cor e forma: Aldemir Martins (Emanoel Araújo/MWM, 1985); 100 obras Itaú (MASP, 1985); Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois (Collectio, 1973) e Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987), de Roberto Pontual; Uma visão da arte no Ceará (Galeria Ignez Fiuza, 1987), de Roberto Galvão; Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais; Museus Castro Maya (Agir/Banco Boavista, 1994); Coleção Aldo Franco (Pinakotheke, 2000), de Jacob Klintowitz.