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DACOSTA, MILTON

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Artista: DACOSTA, MILTON
Técnica: Outros
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Dacosta, Milton (1915 - 1988)

Nascimento/Morte
1915 - Niterói RJ - 19 de outubro
1988 - Rio de Janeiro RJ - 4 de setembro

Vida Familiar
Casado com a pintora Maria Leontina (1917 - 1984) e pai do artista plástico Alexandre Dacosta (1959)

Formação
1929 - Niterói RJ - Estuda desenho e pintura com o professor alemão August Hantv
1929/1930 - Niterói RJ - Convive com o pintor Antônio Parreiras (1860 - 1937), com quem troca idéias sobre luz, cor e paisagens na travessia da balsa Rio-Niterói e no ateliê do pintor
1930 - Rio de Janeiro RJ - Cursa durante três meses o curso livre de Marques Júnior (1887 - 1960), na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, fechada pela Revolução de 1930
1945/1946 - Nova York (Estados Unidos) - Com o prêmio de viagem vai para Nova York e estuda na Artist's League of America, onde expõe alguns trabalhos
1946/1947 - Paris (França) - Faz cursos da Académie de La Grande Chaumière. Apresentado por Cicero Dias (1907 - 2003), conhece Pablo Picasso (1881 - 1973) e freqüenta os ateliês de Georges Braque (1882 - 1963) e Georges Rouault (1871 - 1958)

Cronologia
Pintor, desenhista, gravador, ilustrador
1931 - Rio de Janeiro RJ - Participa da fundação do Núcleo Bernardelli, coordenado por Edson Motta (1910 - 1981), ao lado de Bustamante Sá (1907 - 1988), Ado Malagoli (1906 - 1994), Rescála (1910 - 1986), José Pancetti (1902 - 1958), Joaquim Tenreiro (1906 - 1992), entre outros
1938/1945 - Rio de Janeiro RJ - Fixa residência
1945/1947 - Rio de Janeiro RJ - Divide ateliê com a pintora Djanira (1914 - 1979) no Bairro de Santa Teresa
1949/1952 - São Paulo SP - Fixa residência
1952/1954 - Brasil e Europa - Viaja com Maria Leontina para o Norte do Brasil e partem em seguida para a Europa. Na Itália entram em contato com Giorgio Morandi e Alberto Magnelli
1954 - São Paulo SP - Faz ilustrações para a Editora Saraiva
1954/1961 - Rio de Janeiro RJ - Fixa residência
1955 - Prêmio Unesco de Reprodução, pela New York Graphic Society
1956 - Rio de Janeiro RJ - Realiza capa e seis ilustrações para o livro Quinze Poemas, de Lélia Coelho Frota, publicado pela Editora Pongetti
1957 - Ilustra a capa do livro Fala, Amendoeira, de Carlos Drummond de Andrade (1902 - 1987), publicado pela Livraria José Olympio Editora
1957 - Rio de Janeiro RJ - Realiza painel para a agência KLM em parceria com o escultor Franz Weissmann (1911 - 2005), por encomenda do arquiteto Henrique Mindlin
1961/1973 - São Paulo SP - Fixa residência
1963 - Realiza painéis para navios de turismo da Companhia Nacional de Navegação Costeira
1966 - São Paulo SP - Faz cinco ilustrações para o livro Episódio do Soneto, de Afrânio Zuccolotto, publicado pela Editora Obelisco
1967 - Rio de Janeiro RJ - Apresenta uma série de gravuras coloridas em metal, com o tema Vênus, em álbum editado em São Paulo por Júlio Pacello, com o poema Corporal, de Carlos Drummond de Andrade
1973/1988 - Rio de Janeiro RJ - Fixa residência
1977 - Rio de Janeiro RJ - Lança o álbum Vênus Revisitada, contendo vinte serigrafias coloridas, editado pela Lithos Edições Ltda.
1980 - São Paulo SP - É publicado livro Milton Dacosta, pela editora Kosmos
1986 - São Paulo SP - Ilustra o livro Era Uma Vez Uma Menina, de Walmir Ayala, editado pela Berlendis & Vertecchia
1999 - São Paulo SP - É publicado o livro Dacosta, com texto de Paulo Venâncio Filho, pela Cosac & Naify

Atualizado em 07/11/2005
Fonte: Itaú Cultural
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Milton Dacosta
(1915-1988)


A arte ao
alcance
de todos

Era uma acanhada sala, no primeiro andar de um velho sobrado da rua São José, no Rio de Janeiro, em cujo térreo funcionava a loja da Casa Cavalier.

No canto esquerdo, um modelo vivo. Pela sala, espalhavam-se, como podiam, jovens alunos de pintura, dois ou três com cavaletes, os restantes com prancha de desenho, cada um buscando um melhor ângulo para reproduzir o corpo nu, diante de si.

Nada de professores. Era o Núcleo Bernardelli que se reunia, todas as noites no mesmo local, contestando o ensino tradicional, especialmente a Escola Nacional de Belas Artes, perdida nas sombras do passado, a ensinar, em plena década de 30, a pintura romântica e neoclássica, minando qualquer iniciativa pela modernização da arte.

Aqui, a pintura era livre, ninguém obedecia a métodos ou técnicas prefixados. Cada um pintava como queria, dava largas à imaginação, numa luta sem tréguas entre tintas e pincéis, que tentavam conciliar-se, sem resultados patentes.

Entre os experimentadores da arte livre, estavam o marinheiro José Pancetti (1902-1958), Ado Malagoli (1906-1994) Milton Dacosta (1915-1988) e, é claro, o fundador do núcleo, Edson Mota (1910-1981).
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O veredicto
do mestre

Trabalho pronto, perfeito e acabado, foi convidado um «expert» para dar suas impressões sobre a evolução daqueles jovens aspirantes. O mestre era Manuel Santiago (1897-1987), na plenitude de seus 37 anos, mas já com uma respeitável bagagem, tendo participado de várias exposições no Brasil e na França, onde esteve, aproveitando um premio de viagem conquistado em 1927 no salão da Escola Nacional de Belas Artes. Uma autoridade e tanto para avaliar as possibilidades daqueles ansiosos jovens.

Santiago caminhou, atônico, pelos quadros que lhe foram expostos, quase não acreditando no que via, examinando e reavaliando cada um, para se certificar de que não era um sonho, mas sim a realidade do trabalho executado por cada um dos participantes do Grupo.

«O que eles fazem é uma goiabada da mais ordinária, pensando serem independentes e terem personalidade» - escreve ele, mais tarde, à sua mulher, a pintora Haydea Santiago (1896-1980). É uma crítica pesada, mas corrige-se, em seguida, aclarando o pensamento:

«Fiquei querendo bem a esta turma de "barbouilleurs" (lambuzões) e penso que vou dedicar-me inteiramente a eles, pois mostram ter força de vontade e precisam de um bom amigo, mais velho, para fazer deles ótimos pintores.»
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Os progressos
de um
«lambuzão»

Milton Dacosta, um dos «barbouilleurs» a que se referia Santiago, nasceu em Niteroi, Estado do Rio de Janeiro, em 1915, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 1988, demonstrando atração para o desenho desde a infância, quando fazia seus rabiscos sobre qualquer material que estivesse ao seu alcance, como caixas de sapatos, pedaços de papelão e o que mais fosse.

Aos 14 anos, conheceu um professor alemão, Augusto Hantz, com quem tomou as primeiras aulas e, no ano seguinte, matriculou-se no curso livre que era ministrado por Augusto José Marques Júnior (1860-1937) na Escola Nacional de Belas Artes.

Não era isso o que queria e, aos 16 anos, participou da fundação do Núcleo Bernardelli, um projeto equivocado, mas que foi a primeira fase para a libertar sua pintura dos cânones acadêmicos.
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O Salão abre
suas portas

Em 1936, após realizar uma individual, que alcançou relativo sucesso, Dacosta sentiu-se incentivado a tentar, uma vez mais, inscrever-se no Salão Nacional de Belas Artes.

Na tentativa anterior, saiu-se frustrado, pois seus quadros não só foram recusados pelo Salão como ridicularizados. Desta vez, porém, não só expôs, como recebeu menção honrosa, uma indicação de que os acadêmicos, refratários a mudanças, começavam a fazer concessões aos novos pintores.

Isso se tornou mais patente nas exposições seguintes, quando ganhou medalha de bronze, de prata e, em 1944, o cobiçado prêmio de viagem ao exterior. Foi assim que, em 1945, viajou para os Estados Unidos, em companhia da pintora Djanira e, de lá, seguiu para a Europa, ficando em Paris por dois anos.
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Evolução
gradual
e segura

A pintura de Dacosta já não era a mesma, desde os primeiros rabiscos de sua infância e os borrões em livre estilo praticados na primeira fase do núcleo Bernardelli. Dacosta evoluiu, mas evoluiu gradativamente, degrau a degrau, sem queimar etapas.

Em seus primeiros momentos, como costuma acontecer aos principiantes, sentiu uma atração irresistível pelo Impressionismo, caminhando seqüencialmente para o Expressionismo, o Cubismo, o Concretismo, voltando por fim ao Cubismo, como opção definitiva.

Milton Dacosta casou-se, em 1949 com a pintora Maria Leontina, um casamento que durou 37 anos e só se extinguiu com a morte dela, em 1984. Juntos percorreram o caminho da vida e o caminho da arte, participaram de Bienais, viajaram ao exterior em cursos de aperfeiçoamento, serviram de suporte um ao outro, crescendo juntos na missão que escolheram, de tornar o mundo mais belo.

Quatro anos após a viuvez, morre também Dacosta, quando vivia a fase mais importante de sua pintura, numa série que ele denominou como «Vênus e os Pássaros».

Comparando-se os quadros pintados a partir de 1963, dentro dessa série, com as pinturas feitas na década de 40, percebe-se que a ingenuidade dos traços e do colorido deu lugar à maturidade do artista, onde a forma se sobrepõe à cor, onde o apuro de estilo, com sobriedade e elegância, domina o quadro em sua totalidade.

(Texto de Paulo Victorino)

Fonte Site Pitoresco



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